Trabalho sobre Menotti Del Picchia:

2. PAULO MENOTTI DEL PICCHIA


2.1 Biografia:

Nasceu em São Paulo, em 20 de março de 1892, numa casa da Ladeira São João, em São Paulo. Filho de Luiz Del Picchia e Corina Del Corso Del Picchia, Menotti foi agricultor, advogado, editor, industrial, banqueiro, deputado estadual e federal, chefe do Ministério Público do Estado de São Paulo, jornalista, poeta, romancista, ensaísta, teatrólogo e primeiro diretor do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado de São Paulo. Menotti Del Picchia é uma das maiores expressões da vida cultural paulista, com destacada atuação em todas as áreas por onde trafegou, entre as quais a Semana de Arte Moderna em 1922, da qual foi um dos líderes.


Menotti Del Picchia inicia seus estudos no Grupo Escolar de Itapira. Em 1903 faz o curso ginasial em Campinas, de onde se transfere para Pouso Alegre (MG) e conhece o escritor Coelho Neto, que visitou Itapira na Festa das Árvores. Nesta cidade, aos 14 anos, funda o periódico "Mandu" (órgão dos alunos externos do Ginásio São José, de Pouso Alegre), nele publica produções literárias. Aos 16, já tinha escrito um romance, que, segundo ele, não passou de um "terrível pastiche do Conde de Monte Cristo".


Em 1909 foi a sua solenidade de formatura em Ciências e Letras, em Pouso Alegre, no dia 25 de janeiro. Matricula-se na Faculdade de Direito de São Paulo. Em fins de abril publica no jornal Cidade de Itapira uma “Croniqueta Paulistana", a primeira que escreve em São Paulo, relatando a sua entrada para a Faculdade do Largo São Francisco. Mantem-se em São Paulo com um emprego que lhe arranjou o bispo Dom Nery, no Seminário Episcopal (hoje Museu de Arte), onde faz a escrita da casa.


Em 1910 conhece, na Faculdade, durante uma conferência, o poeta Olavo Bilac. Em 10 de julho, com 49 anos, falece sua mãe, em Itapira.


Em 1912 casa-se no dia 20 de março, dia de seu vigésimo aniversário, com a fazendeira itapirense Francisca da Cunha Rocha Sales, conhecida como Pitutica, filha de José Gomes da Cunha Sales e Francisca Avelina da Cunha Rocha Sales. Dia 15 de dezembro nasce o primeiro filho do casal: Ulpiano.


Em 1913, lança o livro de poemas "Poemas do Vício e da Virtude". Nesse mesmo ano forma-se advogado pela Faculdade de Direito de São Paulo, sendo o segundo aluno da turma. Logo depois da conclusão de seus estudos em São Paulo, volta para Itapira, onde exerce as atividades de agricultor e dirige o jornal "Cidade de Itapira". No dia 4 de janeiro de 1914, nasce o segundo filho: Hélio Celso. Passa a advogar em Itapira e região.


Dia 14 de março de 1915 nasce a filha: Wanda Elza. Funda em Itapira, em 2 de julho do mesmo ano, o jornal político "O Grito", no qual foram publicados o romance "Laís" e os poemas "Moisés" e "Juca Mulato", sua obra de maior repercussão, que já teve dezenas de edições. O poema "Juca Mulato", publicado em 1917, foi tão importante e fez tanto sucesso que Menotti afirmou que era um autor perseguido por um personagem. (A força de "Juca Mulato" é tanta que Itapira, para homenagear Menotti, deu o nome de "Juca Mulato" a um parque. As homenagens de Itapira não param por aí. O nome do poeta foi dado a uma praça e foi criado o memorial "Casa de Menotti Del Picchia"). No dia 14 de julho são batizados de uma só vez os três filhos de Menotti e Francisca.


Algum tempo depois, muda-se para Santos, onde dirige o jornal "A Tribuna". Ao regressar à cidade de São Paulo, exerce a função de redator em diversos jornais como "A Gazeta" e o "Correio Paulistano". Ainda em São Paulo funda o jornal "A Noite", dirige, com Cassiano Ricardo, os mensários "São Paulo" e "Brasil Novo".


Em 1920 e 1921, Menotti Del Picchia, utilizando o pseudônimo de Hélios, publica no jornal Correio Paulistano, vários artigos que divulgavam as novas estéticas modernistas e promoviam o grupo vanguardista.


No dia 9 de janeiro é homenageado com um banquete no restaurante Trianon, pela publicação de Máscaras, sendo saudado, entre outros, por Oswald de Andrade. Recebe sua máscara em bronze, obra de Brecheret, onde Mário de Andrade também está presente. Era o prenúncio do Modernismo, ainda chamado de Futurismo.


Em 1922, junto com Oswald de Andrade, Mário de Andrade e outros jovens, participa ativamente da Semana de Arte Moderna. Nessa época já era considerado um poeta de prestígio. Conhece Joaquim Inojosa, difusor do Modernismo em Pernambuco, e Tarsila do Amaral, que chegara de Paris em junho desse ano, e é formado o "Grupo dos Cinco", com Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Anita Malfati e Tarsila.

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